

Manuel Varella
da arte da re-semântização
o ruído veio do outro lado do absurdo
onde a luz se amarra à vontade d'existir
capaz de um sentido realista, obtuso
e prosseguir no deserto sem rumo certo
contemplando como se transforma
as folhas de um livro ditado ao telefone;
as palavras luzem de raiva submissas
e comunicam onde o sol não existe
sem uma porta que nos dê o lado de lá
o sentido das folhas brancas sem escrita
na razão absoluta de horas bem tristes
da palavra que, da semântica, ressuscita.
excerto do Livro, "
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